Passei muito tempo em Ibiúna, quase um mês. Mamá não acreditou quando o último carro voltou e eu continuava lá estendida na rede. Não disse nada, mas sei que ficou genuinamente feliz. Fomos à cidade poucas vezes porque meu estoque de cigarros acabou e os suprimentos de Dona Marilu apresentaram uma considerável baixa. Mantive o celular desligado e só o liguei pra falar com o Caíque ou com o Flávio. Enquanto isso uma equipe das boas derrubou duas paredes no apartamento de vovó e posso afirmar que agora ele tem um ar mais atual e parecido comigo. Claro que há muito de vovó também aqui, afinal preciso de referências. Providenciei os livros do Caíque e deixei pra ele a responsabilidade de escolher os cadernos. Enchi a geladeira e, não vou ser hipócrita, o bar também. Comprei a porra do plano de internet por celular. To com o saco cheio de ficar dependendo de wifi. Vasculhei a estante do meu quarto de solteira e achei uns livros que já tem destino certo. Tudo pronto pra chegada do Caíque amanhã. Saí com o Flávio. Fomos a Embu. Puta merda, eu moraria lá... Aí resolveu chover uma represa de água e nosso passeio foi pro saco. Voltamos e paramos pra tomar um café. O Flávio foi buscar umas peças na casa dele e eu estou aqui escrevendo esse texto e montando o plano semestral pra enviar pro trabalho. A verdade é que estou bem. Meio anestesiada, meio zumbi, meio estreando 2010. Por mim, por Mamá e pelo Caíque. Por uma necessidade imensa de viver.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Anna Karênina na mão, chérie! E restaurado. Não te devolvo nunca mais.
ResponderExcluirVolta, Dora, por favor. Volta logo!
ResponderExcluir