Acredite quem quiser, se é que alguém me lê ainda, mas estou sentada em um cyber café em Montmartre, Paris. Tentar esclarecer tamanha mudança pra quem acompanhava esse blog é tarefa hercúlea e trabalhosa. Vou ser sucinta. Um belo dia há dois meses atrás acordei melancólica e desesperançada. O que fiz? Liguei pra Sandra porque eu preciso sempre disseminar minha tragédia pessoal. A Sandra, vale lembrar, estava consumando um amor de Penélope. E trazia dentro de si toda a perseverança do mundo. Aliás, ela sempre foi assim. A Sandra é um perfume francês. Naquele potinho consegue caber toda a esperança do mundo. E aí ela me solta a seguinte frase: Se eu fosse voce diria a Jean Michel que o ama. Olhando nos olhos. Porra, ela despertou o bicho dentro de mim. Em vinte e quatro horas levantei a grana necessária, pedi afastamento do meu trabalho, arrumei a trouxa e deixei Mamá falando sozinha. Vim buscar meu amor, vim correr atrás do tempo perdido. Relendo meus antigos textos penso que devo ter ferido demais o Flávio. O Flávio... só agora me dei conta do pobre. Sou uma péssima pessoa. Se valeu a pena minha vinda? SIM, valeu. Mas o resto fica pra próxima postagem porque Jean Michel acabou de apontar do outro lado da rua e vamos pra casa. Preciso dizer mais? Salut, Brésil!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
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